Antigo Hospital Psiquiàtrico, Jundiai - SP




Mr. Paul Chehade - Mr. Eduardo Palhares - Mr. Fernando Impastari De Figueiredo - Mr. Fabrizio Signoreli & Children.

English - Portugese

View Photo Gallery

Return to Humanitarian Work

ANTIGO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO JUNDIAÍ – SP - BRASIL

Dentre os vários núcleos habitacionais de baixa renda localizados no município de Jundiaí, Estado de São Paulo, se destaca a área do Jardim Tamoio, onde localiza-se o “Hospital Psiquiátrico” e seu entorno o núcleo Baixada do Paraná, com os seguintes números:

Hospital Psiquiátrico
- nº de moradias = 303
- nº de famílias = 319
- população = 1172
Baixada do Paraná
- n.º de moradias = 173
- n.º de famílias = 178
- população = 684
Totalizando 497 famílias e 1861 pessoas.

A área denominada “Hospital Psiquiátrico” é caracterizada pelo encortiçamento, condições habitacionais de risco alto, iminente insalubridade e precariedade do saneamento básico e das moradias.

O Instituto de Psiquiatria e Higiene Mental de Jundiaí Ltda. foi criado em 25 de janeiro de 1968, onde construiu sua sede em 1976, sito na Av. Carlos Ângelo Mathion, N° 1420, Jardim Tamoio, Jundiaí/SP, com área de 72.600,00 m² e com área construída de 7.042,20 m², um hospital especialmente para o tratamento de doentes mentais.

Após a paralisação das atividades do Instituto, o local em meados de 1996 veio a ser objeto de ocupação irregular de famílias, com a construção de pequenos barracos de madeira e alvenaria na área externa e posteriormente a ocupação no interior dos prédios do Instituto.

A solução mais adequada para essa realidade é a transferência de todas as famílias, tanto da área do Hospital Psiquiátrico quanto de seu entorno o núcleo Baixada do Paraná. Para tanto, é necessária a aquisição de área apropriada, edificação das moradias com completa infra-estrutura.

A FUMAS atua na área de habitação com o Programa de Pré e Pós-Ocupação, que se resume como segue:

A intervenção social nos programas de reurbanização das favelas, inicia-se na fase de planejamento dos programas habitacionais, passa pela fase de pré-ocupação, e vai à fase da pós-ocupação, quando efetivamente as famílias passam a conviver dentro de um novo contexto urbano.

O desenvolvimento das ações do trabalho social é possível proporcionar as famílias à convivência do novo local de moradia e a integração e estímulo à participação ativa em todas as etapas da reurbanização.

Destacamos que o trabalho social dar-se-á de forma participativa entre PREFEITURA/ FUMAS/ DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES/ COMUNIDADE E SISTEMA RESPONSÁVEL PELA CONSTRUÇÃO DAS MORADIAS, através de reuniões, assembléias, planejamentos, visitas, vivências grupais, palestras, bem como acompanhamento sistemático das atividades e eventos, cursos de forma Educativa e Informativa, acreditando-se que o indivíduo é capaz de pensar e agir no sentido da transformação de sua realidade.
As reuniões são convocadas formalmente às famílias, realizadas em local de fácil acesso aos mesmos, com acomodação a todos os participantes, para melhor desenvolvimento e dinâmicas dos trabalhos.
Através dessa metodologia de ações sociais, possibilita à comunidade a satisfação e a confiança no desenvolvimento do empreendimento, motivadas pela transparência na qual são tratados todos os detalhamentos das etapas da reurbanização.
O trabalho social possibilita, também, a comunidade o desenvolvimento da consciência e da disposição para buscar alternativas de otimização e/ou compensação dos serviços e recursos em implantação ou a serem implantados no novo local. pós ocupacional.
Destaca-se que o trabalho social de pré e pós ocupacional conta com a participação efetiva do corpo técnico da Fundação, das Assistentes Sociais, Engenheiros, Arquitetos, Advogados, Estagiários: Serviço Social, Psicologia, Ciências Sociais, Técnicos de Edificações e Agrimensura, equipe de fiscalização da Lei de Contenção, que realizam reuniões e constante acompanhamento técnico ao local com os moradores conscientizando a população sobre direitos e deveres, no sentido de integrá-los ao bairro do entorno, fazendo os moradores do núcleo sentirem-se moradores de um bairro com endereço e toda infra-estrutura, mudando-se, portanto o estigma de “favelados”.
Ressaltamos que as ações sociais o engajamento-alvo da comunidade é relevante, pois através do fortalecimento comunitário, que participam e vivenciam todo o processo da reurbanização e suas mudanças de vidas, compreendem, que o imóvel é uma valorização, um investimento material e afetiva para toda a família. Com auto-estima valorizada, passam buscar novos desafios, possibilitando a elevação da renda familiar, e melhoria no acabamento de suas moradias internamente, conforme suas preferências e disponibilidade, bem como enquadramento no mercado de trabalho.

ASPECTOS DA ÁREA
HOSPITAL PSIQUIÁTRICO

Apresenta as seguintes particularidades:

1 – Trata-se de uma área particular invadida, onde foram ocupadas as instalações do Instituto de Psiquiatria e Higiene Mental de Jundiaí Ltda., e o talude em volta, com uma área total de 72.600,00 m²;

2 – Situa-se no Jardim Tamoio, com acesso pela Rua Carlos Ângelo Mathion, rua esta que dispõe de toda infra-estrutura, porém não disponível para utilização da população do “Hospital Psiquiátrico”, em função da ocupação irregular e forma inadequada, sem o mínimo cuidado quanto à segurança das edificações e condições de habitabilidade;
3 – Apenas algumas moradias utilizam-se da rede pública de fornecimento de energia elétrica, água potável e rede de afastamento de esgotos;

4 – Com 14 anos de abandono do local e a ocupação indiscriminada das instalações, ocorreram demolições para abertura de vãos, depredação da cobertura, ocasionando constantes infiltrações na laje de cobertura e piso que comprometeram a estabilidade da estrutura das edificações;
5 – A ocupação do talude em área de alto e médio risco de deslizamento de terra, conforme estudo recente do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), é de grande preocupação pois historicamente convivemos com deslizamentos e desabamentos, sendo necessário a remoção de famílias para locais seguros durante o período chuvoso e posteriormente retorno à área de risco;
6 – As instalações adequadas ao uso para tratamento de doenças mentais de nada servem para utilização como moradias, pois não há ventilação, iluminação, instalações hidráulicas, esgoto e elétricas que permitem um mínimo necessário à saúde do ser humano. O que observamos são ambientes insalubres e úmidos;
7 – Com uma população de 1.172 pessoas, sendo 319 famílias e 303 moradias.
ASPECTOS DA ÁREA
ENTORNO
NÚCLEO BAIXADA DO PARANÁ

É uma invasão de área pública, cujo nome originou-se em conseqüência da situação geográfica na qual o núcleo está inserido, ou seja, terreno em declive na encosta do morro do Jardim Tamoio, e “Paraná” em razão da migração específica da população de uma região de lavoura do Estado do Paraná.

Na atualização cadastral realizadaem maio e julho de 2002, constatou-se a existência de 173 moradias, com uma população 684 pessoas e 178 famílias.

CONCLUSÃO DO RELATÓRIO SOCIAL

Através do levantamento da caracterização habitacional, constatou-se que a maioria das casas são constituídas de alvenaria (69,9%), isto se justifica pelo fato das famílias terem ocupado os cômodos do “Hospital Psiquiátrico”. Salientamos que as condições de habitabilidade são bastante precárias, sendo que 30,1% das moradias que estão localizadas na parte externa do hospital são de materiais de madeira ou misto.
Com relação ao saneamento básico, destaca-se o problema da carência de rede de esgoto e a falta de banheiro.

As moradias em sua maioria possuem rede de água e luz, cujas ligações se caracterizam por precariedades (coletivas), em decorrência das condições existentes no local. Embora o bairro ao redor seja atendidos por serviços essenciais.

Sobre os aspectos populacionais, destacou-se que a média do número de pessoas na moradia varia entre a 1 a 7 membros (93,2%).

Quanto ao estado de origem dos titulares e cônjuges destacamos que 62,6% são oriundos das regiões sul/sudeste.

Constatamos que o tempo médio das famílias no local constituem-se em sua maioria por mais de três anos, correspondente a 74,3%.

A predominância da renda familiar nesses locais é de até (três) salários mínimos.

Dentre o contingente de pessoas, que se encontram ali abrigados, destacamos que além daqueles que não possuem nenhuma renda, há também grupo de trabalhadores que possuem “carteira assinada” e aposentados. Existem muitos trabalhadores sem vínculo empregatício, além dos que executam trabalhos diários chamados “bicos”.

A atual crise econômica e social que abarca toda a população brasileira afeta diretamente os menos favorecidos, e que, em virtude do baixo poder aquisitivo, não tem como alimentar, manter as despesas domésticas e propiciar moradia às suas famílias, nestas condições, os trabalhadores se sujeitam qualquer tipo de remuneração para manter a sobrevivência da família.
Podemos concluir através deste levantamento junto as famílias moradoras no local, que estas residem na área como única alternativa encontrada para o problema habitacional com que se deparam.

View Photo Gallery

Return to Humanitarian Work

Return to top

FORMER PSYCHIATRIC HOSPITAL JUNDIAÍ – SP - BRAZIL

Among the several low income housing centers located in the city of Jundiaí, State of São Paulo, one is outstanding, sited in Jardim Tamoio, an area referred to as the “Mental Hospital” and its around the Lowered nucleus of the Paraná, with the following numbers:

• Mental Hospital
- number of housings = 303
- number of families = 319
- population = 1172
• Lowered of the Paraná
- number of housings = 173
- numbef of families = 178
- population = 684
• Totalizing 497 families and 1861 peoples.

The called area “Mental Hospital” is characterized by slum tenement, high risk housing conditions, imminent insalubrity, poor basic sanitation and habitation as well.

The Institute of Psychiatry and Mental Hygiene of Jundiaí Ltda. Was created in January the 25 of 1968, where its head office was built in 1976, sited at Av. Carlos Ângelo Mathion, N° 1420, Jardim Tamoio, Jundiaí/SP, in a land of 72.600,00 m² and constructed area of 7.042,20 m², a special hospital for the treatment of mental diseases.

Subsequent to the stoppage of the Institute activities, in the mid of 1996 the place became object of irregular occupation of families, with the building of slum wooden masonry houses in the external area and, afterwards with the occupation if the internal buildings of the Institute.

The adjusted solution more for this reality is the transference of all the families, as much of the area of the Mental Hospital how much of its around the Lowered nucleus of the Paraná. For in such a way, it is necessary the acquisition of appropriate area, construction of the housings with complete infrastructure.

The FUMAS it acts in the area of habitation with the Program of Daily Pay and After-Occupation, that if summarizes as it follows:

The social intervention in the programs of reurbanization of the slum quarters, is initiated in the phase of planning of the habitacionais programs, it passes for the daily pay-occupation phase, and goes to the phase of the after-occupation, when effectively the families start to coexist inside of a new urban context.

The development of the actions of the social work is possible to provide to the families to the living of the new place of housing and the integration and stimulaton to the active participation in all the stages of the reurbanization.

We detach that the social work will be given of participation form between CITY HALL / FUMAS / DIRECTION OF THE ASSOCIATION OF INHABITANTS COMMUNITY and RESPONSIBLE SYSTEM FOR THE CONSTRUCTION OF THE HOUSINGS, through meetings, group assemblies, plannings, visits, experiences, lectures, as well as systematic accompaniment of the activities and events, courses of Educative and Informative form, giving credit that the individual is capable to think and to act in the direction of the transformation of its reality.

The meetings are convoked formal to the families, carried through in place of easy access to the same ones, with room to all the participants, for better development and dynamic of the works.

Through this methodology of social actions, it makes possible to the community the satisfaction and the confidence in the development of the enterprise, motivated for the transparency in which are dealt with all the detailings the stages of the reurbanization.

The social work makes possible, also, the community the development of the conscience and the disposal to search alternatives of optimization and/or compensation of the services and resources in implantation or to be implanted in the new place after occupational.

It is distinguished that the social work of daily pay and after occupational account with the participation accomplishes of the body technician of the Foundation, of the Social Assistants, Engineers, Architects, Lawyers, Trainees: Social service, Social Psychology, Sciences, Technician of Constructions and Surveying, team of fiscalization of the Law of Containment, that carry through meetings and constant accompaniment technician to the place with the inhabitants acquiring knowledge the population on rights and duties, in the direction to integrate them it the quarter of entorno, making the inhabitants of the nucleus to feel of a quarter with address and all infrastructure living, changing itself, therefore the stigma of "poor persons".

We stand out that the social actions the enrollment-target of the community are excellent, therefore through the communitarian strongest, that they all participate and they live deeply the process of the reurbanization and its changes of lives, understand, that the property is a valuation, a material and affective investment for all the family. With auto-they esteem valued, they passes to search new challenges, making possible the rise of the familiar income, and improvement in the finishing of its housings internally, as its preferences and availability, as well as framing in the work market.

ASPECTS OF THE AREA
MENTAL HOSPITAL

It presents the following peculiarities:

1 – It refers to a private area that was invaded, where the Institute of Psychiatry and Mental Hygiene of Jundiaí Ltda. Had its facilities occupied, as well as the surrounding ramp with a total area of 72,600.00 m²;

2 – It is situated in Jardim Tamoio, having access through Rua Carlos Ângelo Mathion, which has all the infra-structure, although not available for use of the population in the “Mental Hospital”, due to the irregular occupation in an improper way, without the least care regarding the facilities safety and housing conditions;

3 – Only some houses make use of the public energy supply, drinkable water and sewer system;

4 – In 14 years of local abandon and indiscriminate facilities occupation, demolishing for interspace took place, coverage depredation, causing infiltration in the paving-stone coverage and floor, which risk the buildings structure;

5 – The ramp occupation in areas of high and medium risk of ground fall, according to recent study by the Institute of Technological Research (IPT-Instituto de Pesquisas Tecnológicas), is of major concern for historically we have lived with ground fall and landslip, being necessary to remove the families into other safe places during the rain period, and later bring them back to the risk area;

6 – The facilities adequate for the treatment of mental diseases are useless for housing purposes, because there is no ventilation, light, hydraulic, sewer and electric setting up to allow for the least required by human being health. What we notice are insalubrious and humid environments.

7 – One population of 1.172 peoples, with 319 families and 303 housings.

ASPECTS OF THE AREA
AROUND NUCLEOS LOWERED OF THE PARANÁ

It is an invasion of public area, whose name originated in consequence of the geographic situation which the nucleus is inserted, or either, downhill land in the hillside of the mount of the Tamoio Garden, and "Paraná" in reason of the specific migration of the population of a region of farming of the State of the Paraná.

In the cadastral update May and July of 2002 realizadaem, evidenced it existence of 173 housings, with a population 684 people and 178 families

CONCLUSION OF THE SOCIAL REPORT

Through the finding regarding the Housing Characterization, we verified that the majority of the houses are masonry-made (48%), justified by the fact that the families have occupied the rooms of the “Mental Hospital”. We emphasize that the housing conditions are quite precarious, being that 42% of the houses located in the external area of the hospital are made of wood and mixed materials.

Regarding basic sanitation, the problem of lacking sewer system and bathroom are the most preoccupying upsetting issues; that is, only 31,5% of the houses use sewer system.

Most houses have water and light system, which connections are poorly characterized (collective use), arising from the local existing conditions, despite the surrounding neighborhood being supplied with the basic services.

The predominance of family income in those places corresponds to three (3) minimum wages, at the most.

Among the people contingent who sheltered there, we emphasize that, besides those who have no income at all, there is also a group of workers bearing duly contracted in their worker’s booklet and retired. There are many workers without an employment contract, besides those who perform daily works we called “bicos” (jobs).

The current social and economic crises that encompasses all the Brazilian population, directly affects the less favored ones who, due to a low purchasing power, have no way to feed, maintain domestic expenses and provide housing to their families. In those conditions, the workers subject to any sort of remuneration to keep the family survival.

Regarding the population aspects, the average number of people in a house, varying from 1 to 7 members (93.2%), is indeed outstanding.

Regarding the State they are originally from, we highlight that 53.1% of holders and spouses are from the southern and the southeastern regions.

We have found that the average time of families in the place are mostly three years, which corresponds to 74.3%.

We may thus conclude hereby the present finding, of those families living in the place, which they reside in the area as the only alternative they have found for the housing problem they face.

View Photo Gallery

Return to Humanitarian Work

Return to top